Segundo
a psicóloga Giselle
Dechen, o bullying é um problema mundial, podendo
ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais
como escola,faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local
de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a
ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam
a enfrentá-lo.
Esse
tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de
pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos
pejorativos criados para humilhar os colegas.
As
pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a
violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do
agressor.
No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o
bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados
negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar
adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima.
Tendem
a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair
comportamento agressivo.
Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer
suicídio.
O(s) autor(es) das
agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias
desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou
precário.
Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco
sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos
prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os
impede de solicitar ajuda.
Pesquisas recentes
sugerem que o bullying é uma ocorrência comum nas escolas dos Estados Unidos.
Um estudo de âmbito nacional realizado em 2011 mostrou que 40% dos professores
e funcionários da escola consideram o bullying um problema grande ou moderado
em suas escolas e que 32% dos alunos entre as idades de 12 a 18 relataram ter
tido experiências com o bullying.
Fonte: www.thebullyproject.com
Tradução: Monica
Prado.
Bullying no Brasil
O bullying é um dos
vilões da adolescência, que envolve quase 30% dos estudantes brasileiros – seja
praticando ou sofrendo a violência caracterizada por agressões verbais ou
físicas, intencionais, aplicadas repetidamente contra uma pessoa ou um grupo.
Mas a grande maioria desse total, 20,8%, é formada por agressores. Ou seja, um
em cada cinco jovens na faixa dos 13 aos 15 anos pratica bullying contra colegas
no Brasil.
O índice é destaque da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE)
2012, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Foram entrevistados 109.104 alunos do 9º ano do Ensino
Fundamental (antiga 8ª série), de um universo de 3.153.314, grupo no qual 86%
dos integrantes estão na faixa etária citados
Os outros 7,2% são
vítimas desse tipo de abuso. “A grande diferença entre os dois índices reforça
a ideia de que essa é uma prática comum em grupo, geralmente, contra uma
pessoa”, explica Marco Antônio de Andreazzi, gerente de Estatísticas de Saúde
do IBGE.
O perfil dos agressores também aponta para uma predominância
masculina: 26,1% dos meninos praticam bullying, em comparação com 16% das
meninas. Também são eles os que mais sofrem a agressão (7,9%), em relação a
elas (6,5%).
A Pesquisa de
Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (HBSC, na sigla em inglês),
feita também em 2012 em 41 países da Europa e América do Norte, mostra que a
prática se torna menos frequente à medida que as vítimas ficam mais velhas: 13%
dos alunos de 11 anos diziam sofrer bullying na escola, número que caiu para
12% entre os de 13 anos e para 9% entre os de 15.
Uma das consequências
comuns dessa violência é psicológica, e leva ao descontentamento da vítima
quanto à própria imagem, por exemplo. “Tanto o déficit como, principalmente, o
excesso de peso, podem gerar insatisfação e até mesmo distorções em relação à
forma como o próprio corpo é percebido”, destaca o estudo do IBGE. Esse é um
problema que atinge principalmente as meninas. Cerca de um terço delas (31,1%)
dizia estar tentando emagrecer, mas uma proporção bem menor, de 19,1%,
respondeu que se achava gorda ou muito gorda.
Para acelerar esse processo, 6,4%
revelaram ter chegado a induzir o próprio vômito ou tomar laxantes – prática
característica de distúrbios alimentares, como a bulimia. Por outro lado, entre
os meninos, a prioridade era ganhar peso para 19,6% dos entrevistados, e 8,4%
deles admitiram ter recorrido a medicamentos sem orientação profissional com
esse objetivo.
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